O Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, está com inscrições abertas para bolsas destinadas a estudantes de teatro e música, com nível técnico intermediário a avançado, que estejam aptos a executar obras originais ou adaptadas e arranjos musicais elaborados, assim como a criar peças e arranjos em processos coletivos.
Para se candidatar às bolsas, também é preciso ter disponibilidade para participar de todos os ensaios e apresentações ao longo do ano, com sessões regulares às quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h às 12h. A bolsa pagará 10 parcelas de R$ 1.000,00, com vigência de 10 de março a 20 de dezembro de 2025.
Para detalhes do processo, bem como para o acesso à ficha de inscrição, os interessados devem acessar o site https://bit.ly/3VBwPWw até o dia 3 de fevereiro.
As inscrições iniciaram no dia 10 de janeiro e vão até o fim do dia 31 de janeiro de 2025. A bolsa oferecida é de R$1.300,00 e a duração do programa é de 10 de março de 2025 a 10 de janeiro de 2026. Para participar é necessário ter entre 18 e 29 anos.
As inscrições para bolsistas na 5ª edição do Programa Jovens Criadores, Pesquisadores e Monitores, promovida pelo Theatro Municipal de São Paulo, estão abertas e vão até o dia 31 janeiro, às 23h59. A iniciativa oferece 30 vagas para atuação junto às equipes de especialistas, técnicos e artistas da instituição em diferentes áreas culturais, como Coordenação de Articulação e Extensão do TMSP, Central Técnica de Produções Artísticas do TMSP, Núcleo de Educação do TMSP, entre outras.
A partir do dia 24 de fevereiro, às 18h, a Sustenidos Organização Social de Cultura abre inscrições para o MOVE 2025 (Musicians and Organizers Volunteer Exchange), programa de intercâmbio com o objetivo de capacitar jovens voluntários(as) com habilidades musicais, dotando-os(as) de conhecimentos interculturais que contribuirão para seu desenvolvimento pessoal, bem como de cada uma das instituições envolvidas no programa.
Sobre o programa Realizado no Brasil desde 2015, o MOVE – Musicians and Organizers Volunteer Exchange é um programa de intercâmbio que seleciona anualmente até 6 (seis) alunos(as) ou ex-alunos(as) do Conservatório Dramático Musical Dr. Carlos de Campos – Tatuí ou de outras instituições de ensino musical, com no mínimo 12 meses de estudo de música, com idades entre 18 e 25 anos e residentes no Brasil, paraatuarem voluntariamente no Malawi e na Noruega (Europa).
Os intercambistas participam de um curso preparatório e do Youth Camp, ambos realizados em Nairóbi – Quênia e, depois, seguem para os países/locais do intercâmbio.
Algumas pessoas candidatas selecionadas participam de atividades programadas pela Music Crossroads Malawi, entidade sem fins lucrativos sediada em Lilongwe (capital do Malawi) e que atua como membro da JMI – Jeunesses Musicales Internacional, desde 2010. No Malawi, o programa de voluntariado poderá ser realizado por meio da participação em festivais de música, workshops e capacitações em áreas da música, saúde, cultura e em questões sociais.
Outras pessoas candidatas selecionadas atuarão como voluntárias na Trøndertun Folkehøyskole, uma escola secundária pública de artes da Noruega, situada na localidade de Trøndheim e incluída como parceira da JM Norway em 2015. Esta instituição oferece cursos de pop, rock, engenharia de som e dança e o programa de voluntariado poderá ser realizado por meio de participação em festivais, em espetáculos, em instituições para idosos e crianças, entre outras atividades.
No MOVE, o conhecimento e as habilidades dos(as) intercambistas são valorizados para as atividades cotidianas das instituições. As instituições parceiras garantem a elaboração de programas específicos de atuação para cada intercambista, enfatizando as necessidades e as competências individuais.
A partir do dia 24 de fevereiro, a Sustenidos Organização Social de Culturaabre inscrições para a quarta edição do Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha, agora patrocinado pela Visa Causas. Os candidatos podem se inscrever pelo site da Sustenidos até o dia 04 de abril.
Destinado exclusivamente a solistas pretos(as), pardos(as) e indígenas, o concurso é considerado a maior premiação do gênero no Brasil. Além de receber o valor de R$20 mil, os vencedores também terão a oportunidade de integrar o elenco da Temporada Lírica 2026 do Theatro Municipal de São Paulo.
O nome do concurso homenageia a primeira atriz e cantora lírica brasileira e negra a ganhar destaque internacional, Joaquina Maria da Conceição Lapa – a Joaquina Lapinha – considerada uma referência feminina na cena lírica e uma das primeiras mulheres a receber autorização para participar de espetáculos públicos em Portugal. Os nomes dos prêmios concedidos aos vencedores do concurso reafirmam o brilho e a persistência de alguns dos artistas que ultrapassaram barreiras de preconceito e elitismo da formação.
Pioneirismo negro na música clássica brasileira Reconhecida no cenário artístico luso-brasileiro como cantora, em meados do século XIX, Joaquina Lapinha iniciou a carreira no Rio de Janeiro. Natural de Minas Gerais, a artista se apresentou em várias cidades portuguesas no período de 1791 a 1805 e, apesar da carreira internacional, alguns autores apontam que, por ter a pele negra, a atriz precisou recorrer a cosméticos para clarear a pele nas apresentações na Europa.
A cantora foi tema do livro ‘Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto’ (Sete lagoas, 2008), do pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, e foi citada em ‘O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis’ (1956), do cronista Luís Edmundo, como aquela que ficava “pisando como ninguém em tablas (palco)”, além de ser enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo, no Carnaval de 2014.
Alunos de 12 cidades, de quatro regiões do Brasil, já podem se matricular no Musicou. A partir do dia 17 de fevereiro, ficam disponíveis as inscrições nos núcleos Arinos-MG, Euclides C. Paulista-SP, Núcleo FUNSAI-SP, Núcleo Três Lagoas-MS, Porecatu-PR, Baraúna-PB, São Vicente do Seridó-PB, Pedra Lavrada-PB, Santa Mariana-PR, Picuí-PB, Nova Palmeira-PB e Núcleo Andirá-PR.
As datas para matrícula, nos demais núcleos, serão divulgadas em breve.
Os alunos poderão se inscrever até o dia 15 de maio ou até se encerrarem as vagas. A inscrição deve ser realizada no próprio núcleo. Clique aqui para ver o Musicou mais perto de você.
O projeto Musicou é um programa de educação musical que oferece aulas gratuitas para pessoas de todas as idades, em diversas cidades do Brasil. Entre os cursos oferecidos estão: iniciação musical, canto coletivo, percussão, violão, viola caipira e sanfona.
Só em 2024, o programa criado pela Sustenidos Organização Social de Cultura atendeu 3830 pessoas inscritas nos cursos e participantes de atividades durante o ano. Já nas ações culturais e eventos, como o Musicou Convida, o público total atingido chegou a 29.515 pessoas.
A primeira apresentação da série que celebra os 90 anos de existência do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo não poderia ilustrar melhor a gênese e a vocação desse corpo artístico: unindo clássico e popular, e com obras dedicadas ao Quarteto, o programa reverencia os ideais estéticos de Mário de Andrade, responsável pela criação do grupo em 1935, e sua missão de fomentar a produção brasileira para essa formação.
Por diferentes ângulos, as peças dialogam com o Movimento Armorial, corrente liderada por Ariano Suassuna que, a partir dos anos 1970, buscava produzir uma nova arte brasileira inspirada nas raízes da cultura do Nordeste. De Hercules Gomes, pianista e compositor capixaba radicado em São Paulo, o Quarteto interpretará Cantiga, Baião e Frevo, obra a ele dedicada. Hercules tem se destacado na nova geração pelo resgate da produção de compositores e compositoras da época de Chiquinha Gonzaga, que transitavam nesse caldeirão de elementos que hoje nomeamos como eruditos ou populares, mas que sempre se amalgamaram.
Aqui, ele homenageia o Movimento Armorial em uma obra composta especialmente para o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo por ocasião de um concerto em colaboração do pianista com o grupo, em 2021.
Clóvis Pereira (1932-2024) foi membro ativo do Movimento Armorial e estudou com ninguém menos que Guerra-Peixe. Compositor, arranjador, pesquisador e maestro natural de Caruaru, ele foi um ícone importante nesse terreno fértil que une a música clássica à popular na tradição brasileira – tendo sido uma grande perda recente. Em 2004, Clóvis assistiu a uma apresentação do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo em Recife e, encantado com a sonoridade do grupo, o presenteou no ano seguinte com o Quarteto Nordestinados.
César Guerra-Peixe (1914-1993) era carioca, mas seus estudos da música popular, especialmente a nordestina, fizeram com que sua obra servisse de grande inspiração para a criação da estética armorial. Seu Quarteto de Cordas nº 2 foi escrito em 1958, pouco depois de chegar a São Paulo vindo de uma temporada em Recife, onde pesquisou tradições populares regionais.
A peça marca o abandono do compositor de técnicas internacionais, em especial o dodecafonismo, que ele aprendera com o mestre Koellreutter e praticara como membro ativo do movimento Música Viva, em favor da estética nacionalista que caracterizaria toda sua produção subsequente.
FICHA TÉCNICA QUARTETO DE CORDAS DA CIDADE DE SÃO PAULO
Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos
Marcelo Jaffé, viola
Rafael Cesario, violoncelo
Programa
HERCULES GOMES
Cantiga, Baião, Frevo (dedicado ao Quarteto)
CLÓVIS PEREIRA
Quarteto Nordestinados (dedicado ao Quarteto)
CÉSAR GUERRA-PEIXE
Quarteto nº 2 (dedicado ao Quarteto)
SERVIÇO:
20/02/25, 20h
Praça das Artes – Sala do Conservatório
Classificação: livre para todos os públicos
Duração: aproximada 60 minutos
Ingressos: R$35,00 (inteira) Clique aqui para comprar seu ingresso
Estão abertas as inscrições para o 4º Concurso Estudantil de Dramaturgia do Conservatório de Tatuí, que visa selecionar criações individuais e/ou coletivas de grupos artísticos para artes da cena.
Podem participar estudantes de todos os níveis de ensino, desde que comprovem vínculo estudantil com escolas ou cursos e que residam no Estado de São Paulo.
Serão aceitos trabalhos prontos/finalizados ou processos em criação.
Para saber todas as regras do concurso, confira o regulamento (clique no botão acima ou no link abaixo).
No dia 26 de janeiro, às 17h, o Teatro Procópio Ferreira recebe o espetáculo Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado, do Grupo Lunar de Teatro. Os ingressos são gratuitos.
Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado é uma livre adaptação do original de Molière que alterna a narrativa do texto, escrito e encenado no século XVII, para as vozes femininas, devolvendo à protagonista a escrita de seu próprio destino.
Inês, assim como no texto original, é uma jovem inocente destinada a casar-se com Arnolfo, um velho burguês que a escolheu quando ela ainda era uma criança e a educou para ser uma esposa submissa e dependente.
Entretanto, nesta versão do Grupo Lunar de Teatro, quando a jovem chega na idade de se casar, um sonho a desperta para um caminho diferente daquele arquitetado por seu suposto benfeitor.
Espetáculo: Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado Grupo Lunar de Teatro Data: 26 de janeiro de 2025, domingo Horário: 17h Local: Teatro Procópio Ferreira Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP Classificação indicativa: 12 anos Entrada gratuita
O ator David Vera Popygua Ju, o Peri, e a atriz Zahy Tenthehar Guajajara, a Ceci, durante ensaio da nova montagem da ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes, no Theatro Municipal . Foto: Divulgação
Em 2023, o Theatro Municipal de São Paulo realizou uma montagem inédita de O Guarani. Com enorme repercussão e ingressos esgotados, essa produção, com a participação ativa de indígenas em sua concepção, foi sucesso de público e crítica e volta para abrir a temporada de 2025.
Primeira ópera brasileira a atingir reconhecimento internacional e das poucas a permanecer no repertório, O Guarani, de Carlos Gomes, narra a história de amor entre a jovem Cecília, filha de um nobre português, e Peri, um indígena da etnia Guarani. Adaptada do romance de mesmo nome do escritor José de Alencar, a obra tem libreto em italiano de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville.
Filho de um maestro de banda, o campineiro Carlos Gomes demonstrou talento musical desde cedo, o que o levou a prosseguir os estudos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em meados do século XIX, intelectuais brasileiros já discutiam a criação de uma arte nacional e, contemplando a ópera, foi criada em 1857 a Academia Imperial de Música e Ópera Nacional. Foi lá que Carlos Gomes teve oportunidade de reger óperas e, também, aos 25 anos, de compor e estrear seu primeiro drama lírico, A Noite do Castelo. Notando o talento do jovem, Dom Pedro II deu-lhe uma bolsa para que se aperfeiçoasse na Itália.
A temática nacional de O Guarani, sua primeira ópera escrita na Itália, justifica-se pela bolsa que ganhava do governo, mas era também reflexo do indianismo romântico, que retratava o indígena como um mítico e puro herói nacional.
Foi da Itália que chegaram, em 1870, as notícias do estrondoso sucesso de O Guarani no Scala de Milão, transformando Carlos Gomes, do dia para a noite, de um jovem desconhecido em um compositor comentado em várias partes da Europa. O sucesso no Velho Continente repetiu-se no Rio de Janeiro no final do mesmo ano. Com o passar do tempo, Carlos Gomes se tornaria um herói nacional.
Passado, presente e futuro estão postos em cena nessa ousada montagem, que volta ao palco com a mesma equipe que a concebeu. Além do maestro Roberto Minczuk na direção musical, o líder indígena, escritor e ambientalista Ailton Krenak – uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro – responde pela concepção geral. É de Cibele Forjaz – diretora, iluminadora teatral, docente e pesquisadora – a direção cênica, enquanto o artista visual e curador indígena Denilson Baniwa é responsável pela codireção artística e cenografia.
Il Guarany (Remontagem) 15, 16, 18, 19 e 21 de fevereiro Ópera em 4 atos de Carlos Gomes com libreto de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville
ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL CORO LÍRICO MUNICIPAL ORQUESTRA E CORO GUARANI DO JARAGUÁ KYRE’Y KUERY
Roberto Minczuk, direção musical Ailton Krenak, concepção geral Cibele Forjaz, direção cênica Hernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico Municipal Denilson Baniwa, codireção artística e cenografia Simone Mina, codireção artística, cenografia e figurino Aline Santini, design de luz Ligiana Costa, dramaturgista Ana Vanessa, assistente de direção
David Vera Popygua Ju, Peri Eté (ator) Zahy Tentehar, Onça Pajé (15, 16, 18, 19) Araju Ara Poti, Onça Pajé (21)
dias 15, 18 e 21 Ivan Magri, Peri Laura Pisani, Ceci Bongani Justice Kubheka, Gonzales
dias 16 e 19 Enrique Bravo, Peri Maria Carla Pino Cury, Ceci David Marcondes, Gonzales
Lício Bruno, Cacique / Antropólogo (dias 15 e 18) Savio Sperandio, Cacique / Antropólogo (dias 16, 19 e 21)
todas as datas Andrey Mira, Don Antonio Guilherme Moreira, Don Alvaro Carlos Eduardo Santos, Ruy Orlando Marcos, Pedro Gustavo Lassen, Alonso
*Aviso: As datas das últimas duas récitas estão em definição (serão ou nos dias 22 e 23 ou nos dias 24 e 25), a depender do calendário de pré-carnaval da cidade. O início das vendas de ingressos para últimas duas récitas será anunciado em breve.
Duração aproximada 180 minutos (com intervalo) Classificação indicativa – Não recomendado para menores de 12 anos – Pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo.
Ingressos de R$33,00 a R$210,00 (inteira). Início da venda de ingressos prevista para o dia 16/1, a partir das 12h.